Foto cedida por Alessandro Abdala

sábado, 12 de janeiro de 2013


Correria de Final de Ano

Dezembro é sempre apertado. Tudo o que deveria ter sido feito ao longo do ano e ficou na prateleira passa a ser prioridade e urgente à medida que o ano vai chegando ao fim. Fechar balanço, levantar estoque, fazer a lista de resoluções e traçar metas para o novo ano. Escrever o último post do ano no blog também, resultado: corrido,  com demasiadas fotos e atrasado.
Aproveitei muitos finais de semana em novembro e dezembro e consegui melhorar as fotos de algumas espécies e, dependendo de algumas identificações pendentes, até consegui alguns lifers para animar a coisa.

Maçaricos se beneficiando do lixo na Lagoa da Pampulha


Vamos começar com a Pampulha. A lagoa é sensacional. Todas as visitas que fiz por lá me proporcionaram alguma coisa interessante. Nunca voltei de mãos vazias. Desta vez vou reunir fotos de dois dias diferentes separados por um mês, 17 de novembro e 16 de dezembro. 

João-de-barro, sempre na lida
Estrelinha, olha que bicho lindo
Uma tesourinha fazendo acrobacias
à caça de insetos
Paturis-pretos, que há algum tempo foram
uma surpresa, agora sempre presentes
Casal de fin-fins pousou ao longe e logo
se mandou para o outro lado da lagoa
Uma freirinha deu o ar da graça, depois
de muito tempo ausente
Os suiriris estão por toda parte
O sabiá-bico-de-louça fez pose
Outro meio sumido era o suiriri-pequeno
que fez uma breve aparição
Frango-d'água, raro caso de filhotinho mais
feio que o adulto
Esse filhotão de coruja-buraqueira treinava
suas habilidades fazendo repetidos ataques
a uma folha seca de embaúba
Depois de inúmeras tentativas consegui 
capturar a iridescência das penas do
tapicuru-de-cara-pelada
Fora de seu habitat natural esse curutié
procurava por insetos no estacionamento 
do Parque Ecológico
Os japacanins andaram meio suimidos
por um tempo, mas agora estão sempre
presentes lá perto do mirante das garças

Dó-ré-mis estavam sempre discutindo
alguma coisa. Esses dois quase chegaram
às vias de fato
Ali perto estava uma fêmea observando
a discussão, da qual imagino ter sido ela 
a causa

Finalmente essa garça-moura me deu
uma colher-de-chá
O sempre presente socozinho não deu
sorte enquanto eu o vigiei 

As garças grandes e pequenas, sempre
presentes, tornando a Lagoa mais elegante
Um carão se aquecendo ao sol da manhã
se deixou fotografar de todos os ângulos
Preciso de ajuda para identificação desses dois aí em baixo
. 
Pernilongo, mas qual? Costas brancas
ou negras? Brancas
Maçarico, mas qual? Solitário ou de
pernas amarelas? Amarelas

Comecei dezembro indo ao Parque Rego dos Carrapatos em Nova Lima, aqui pertinho de Belo Horizonte, com os amigos da Ecoavis, Eduardo Assis e Éverton. Uma área muito bem preservada vizinha à Mata do Jambreiro, que é uma RPPN da Vale. Logo de cara encontramos uns bichos bem legais, como o tico-tico-do-bico-amarelo e o tié-de-topete, este último num contraluz impossível.
Reclamei que não tinha uma foto boa do tangará e o Eduardo me disse: "prepare-se, aqui tem muitos e vamos chamar um para você". Dito e feito. Chamou e veio um macho nos trinques e, de bônus, também uma fêmea linda. Conforme comentário do Pedersoli, eu fiz confusão: a fêmea é do tangarazinho, não do tangará.
Apareceram também dois carinhas meio estranhos os quais não consegui achar em nenhum dos meus livros. Muito agradeço a quem puder identificá-los.

Tico-tico-de-bico-amarelo, bichinho muito
bonito que só vim conhecer a pouco tempo
Esse tié me deve uma foto que preste.
Ainda não foi desta vez.

Prometido e cumprido, finalmente uma
foto decente desse tangará lindo
Olha que belezinha. Fêmea do tangarazinho,
conforme correção do Pedersoli
Alguém arrisca a me dizer quem é?
Choquinha-lisa - lifer 401
E este aí, algum palpite?
Pula-pula-de-barriga-branca

No dia 14 fui a Ubá para a formatura de minha sobrinha. Indo para o treino  do infantil do Aimorés, o clube de futebol da cidade, onde joga meu sobrinho, acabei achando um casal de periquitão-maracanã xeretando o telhado de uma construção abandonada e um gavião-carijó no alto de uma mangueira, ao lado do campo.

Esse aí é craque, olha só o estilo, assim... meio Messi














Esses bichos estão por toda parte
Outro que é figurinha fácil
Sítio, Manhumirim e Caparaó no Natal ficam para o próximo post. Aguardem.

domingo, 2 de dezembro de 2012


Manhumirim em Novembro

Entre um passarinho e outro...

O feriado de Finados foi bem molhado lá para os lados de Manhumirim, como já comentei no post “Sítio com Equipamento Novo”. Talvez por isso mesmo, os passarinhos estavam lotando o restaurante do quintal da D. Ruth. Coleirinho, baiano, papa-arroz, sanhaço, saíra, rolinha e o sempre presente canarinho assanhado eram presença constante.

Sporophila caerulescens - Coleirinho




Sporophila nigricollis - Baiano

Sporophila ardesiaca - Papa-capim-de-costas-cinzas, ou papa-arroz
Columbina talpacoti - Rolinha
Sicalis flaveola - Canarinho assanhado
Estranhei o sabiá-barranqueiro não ter dado o ar da graça, embora o laranjeira tenha aparecido para pegar umas minhocas no canteiro. Outro que estava meio arredio era o rabo-branco-acanelado, talvez porque, desde que os camarões que plantei floriram para valer, um beija-flor-de-peito-azul apareceu por lá e parece ter tomado conta do pedaço. Até que não é brigão, mas parece que sua simples presença fez com que o acanelado ficasse meio tímido. 

Turdus rufiventris - Sabiá-laranjeira

Amazilia lactea - Beija-flor-de-peito-azul

Phaethornis pretrei - Rabo-branco-acanelado - Observem a curva das asas
Os tizis, que eram presença constante e em grande número lá pela década de 70, hoje, com a eliminação do capim nos fundos de quintal, aparecem sozinhos ou aos pares, meio que perdidos e, estranhamente, muito ariscos, assustando-se até com o barulho do disparo da câmera.
Algumas espécies quase não aparecem mais. Não sei se pela falta de constância no fornecimento de bananas ou se é pela alteração no ambiente, com a desnecessária e desastrada canalização do pequeno córrego que havia no fundo do quintal. O cháu-preto ainda dá para ouvir ao longe, os sanhaços-verdes não dão nenhum sinal, o mesmo acontece com o saí-canário, e até mesmo a cambacica desapareceu.
No dia 24 voltei a Manhumirim, para minha surpresa, os papa-capins ainda estavam no quintal da D. Ruth, em número bem menor é verdade, mas bastantes. Como havia chovido bem no início do mês achei que já teriam sumido, pois depois das primeiras chuvas eles vão procurar parceiros e estabelecer territórios para começar a se reproduzir. Aparentemente ainda estão esperando o capim crescer um pouco mais para já estar com sementes quando os filhotes nascerem. 

 





Junto com eles apareceram alguns visitantes esporádicos, uma fêmea de dó-ré-mi e outra de godero.

Chrysomus ruficapillus - Dó-ré-mi


Molothrus bonariensis - Godero
Uma juriti-pupu linda, que há muito eu achava que ouvia cantando, mas por estar bem inserida na malha urbana eu duvidava existir de verdade, resolveu aparecer para comer um pouco de canjiquinha e me deixar encantado.

Leptotila verreauxi - Juriti-pupu


Os canarinhos e o beija-flor-de-peito-azul também estavam lá, proporcionando boas fotos.



Como sempre, fico encasquetado com a variedade de cores dos papa-capins, os coleirinhos vêm vestidos de todo jeito, preto e branco, oliva e creme, ambos com bico prateado, e cinza com bico amarelo (que ficou sem foto). 

 


Os baianos e os “de-costas-cinzas”, que resolveram separar em duas espécies diferentes, também se apresentam de oliva e creme e de black-tie, respectivamente. 


 
 As fêmeas e os jovens me surpreenderam este ano por seu número. Geralmente aparecem em quantidade bem menor que os machos adultos. De novo, o atraso no início das chuvas deve ser o motivo.